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MESTRADO EM ENGENHARIA DA MANUTENÇÃO


Auditorias Energéticas

Área Científica: Engenharia Mecânica

1º Ano - 2º Semestre

Tempo de contacto (horas/semana):

  • 3,0 Teórica-Prática

Tempo de trabalho (horas/semestre):

  • 45,0 Tempo de contacto
  • 90 Outras

Créditos ECTS: 5,0

 
Docentes

Responsável:

  • Nuno Paulo Ferreira Henriques

Docente:

 
Descrição

A eficiência energética de uma organização está directamente ligada aos instrumentos e recursos de que dispõe para realizar a gestão dos seus consumos, seja por intermédio da implementação eficaz de sistemas de gestão de energia ou pela rigorosa manutenção de equipamentos e instalações de forma a garantir os respectivos desempenho e eficiência energética. As Auditorias Energéticas e o desenvolvimento e implementação de planos de racionalização, constituem medidas que se inserem nestas preocupações e que visam optimizar os consumos energéticos e reduzir as facturas energéticas das empresas, através da identificação e apresentação de medidas com viabilidade técnico-económica, que possibilitem a efectiva redução de consumos.

 
Objectivos e Competências Específicas 

O objectivo da unidade curricular é facultar aos alunos um sólido conjunto de conhecimentos de base, concretos e objectivos, que lhes permita compreender a crescente importância da gestão de energia, desenvolvendo competências técnicas no domínio da eficiência energética e da utilização racional da energia. Pretende-se dotar os alunos dos conhecimentos básicos da regulamentação aplicável no âmbito do Sistema de Gestão dos Consumos Intensivos de Energia (SGCIE) e da capacidade de efectuar auditorias energéticas que incidam sobre as condições de utilização de energia nos edifícios e instalações industriais e promovam o aumento da eficiência energética, incluindo a utilização de fontes de energia renováveis.

Após a conclusão da unidade curricular os alunos deverão ter adquirido competências básicas que lhes permitam:

  1. Analisar a interpretar a legislação portuguesa sobre a gestão da energia;
  2. Efectuar a análise de facturas de consumos energéticos;
  3. Recolher, analisar e interpretar informação sobre os consumos energéticos;
  4. Planear, executar e interpretar resultados de uma auditoria energética;
  5. Definir estratégias adequadas à utilização racional da energia, implementar e planear linhas de acção e avaliar a qualidade e eficácia das soluções;
  6. Definir, implementar e explorar sistemas de gestão de energia.
 
Programa Teórico e Teórico-Prático 
  1. Normalização e Regulamentação dos Sistemas de Energia nos Edifícios

    Estratégia comunitária e nacional para a energia. Directiva comunitária para a energia. Directiva comunitária relativa ao desempenho energético de edifícios. Directiva Comunitária relativa à promoção de energias renováveis. Directiva comunitária relativa ao mercado europeu de electricidade. Directiva comunitária relativa ao mercado europeu do gás. Regulamentação do sector eléctrico: Mercados europeus de electricidade; Políticas públicas para as energias renováveis; Regime do produtor Independente; Regime do produtor-consumidor; Regime renováveis na Hora; Incentivos à Cogeração. Regulamentos das características do comportamento térmico dos edifícios (RCCTE) e dos sistemas de energia e climatização de edifícios (RSECE): Requisitos Energéticos; Requisitos de Conforto térmico; Perfis energéticos de referência; O Indicador de Eficiência Energética e a classe Energética de um Edifício.

  2. Auditorias Energéticas

    Conceito de auditoria energética. Eficiência energética dos equipamentos técnicos. Objectivos da realização de auditorias energéticas. Tipos de auditoria energética existentes. Identificação dos pontos críticos de consumo. Planeamento de auditorias energéticas de acordo com a legislação em vigor. Metodologia e fases das auditorias energéticas. Equipamento de aquisição e monitorização de dados utilizado nas auditorias energéticas. Estrutura típica de um relatório de uma auditoria energética. Análise dos consumos e custos energéticos. Perfil de utilização energética da instalação. Identificação de medidas de racionalização energética.

  3. Plano de Racionalização de Consumos de Energia

    Enquadramento legal do plano de racionalização de consumos de energia (PREn). Objectivos a atingir (intensidades energética e carbónica). Fases do PREn e metas a cumprir. Medidas de utilização racional de energia (sistema eléctrico, sistema de iluminação, sistema de climatização, outras poupanças energéticas). Monitorização dos consumos energéticos. Estrutura típica de um relatório de um PREn. Gestão e contabilidade energética.

  4. Gestão de energia de um edifício

    Conceito de sistema de gestão de energia. Objectivos do sistema de gestão de energia. Aspectos a englobar nos sistemas de gestão de energia. Metodologias de desenvolvimento e exploração dos sistemas de gestão de energia. Arquitectura dos sistemas de gestão técnica. Sistemas de gestão de energia versus Sistemas de gestão técnica centralizada (SGTC). Supervisão, controlo e exploração das instalações técnicas nos edifícios.
 
Bibliografia 
  • Ramage, Janet, Guia da Energia, Editora Monitor, 1997.
  • Sá, A. F. Ribeiro, Guia de Aplicações de Gestão de Energia e Eficiência Energética, Publindústria, 2008.
  • Centro para a Conservação de Energia, Manual do Gestor de Energia, Lisboa, 1997.
  • Centro para a Conservação de Energia, Auditorias Energéticas, Lisboa, 1997.
  • Bradshaw, V., Building Control Systems, John Wiley & Sons, Inc., 1993.
  • Wulfinghoff, Donald R., Energy Efficiency Manual, Energy Institute Press, 1999.
  • Barney Capehart, Wayne Turner & William Kennedy, Guide to Energy Management, The Fairmont Press, 2002.
  • Regulamento das Características do Comportamento Térmico dos Edifícios (RCCTE), Decreto-Lei 80/2006, de 4 de Abril.
  • Regulamento dos Sistemas Energéticos de Climatização em Edifícios (RSECE), Decreto Lei 79/2006, de 4 de Abril.
  • Regras Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão, Portaria n. 949-A/2006, de 11 de Setembro.
 
Avaliação de Conhecimentos 

O ensino da unidade curricular é efectuado com base na seguinte metodologia:

  • Aulas teórico-práticas dedicadas ao debate e exposição dos conteúdos programáticos curriculares, bem como para a análise e resolução de problemas de índole prática, que permitam aos alunos adquirir conhecimentos para planear, executar e interpretar os resultados de auditorias energéticas e efectuar a adequada gestão de energia de edifícios e unidades industriais;

  • Visitas de estudo a importantes edifícios de serviços, para observação e explicação do funcionamento dos sistemas de energia implementados nos edifícios e discussão das estratégias e linhas de acção implementadas pelos respectivos gestores de energia, tendo por objectivo familiarizar os alunos com as soluções implementadas.

Os alunos são motivados para assumir uma atitude activa de pesquisa de informação de base e na resolução de problemas de aplicação.

A aprovação nesta unidade curricular pressupõe que o aluno tenha aproveitamento num conjunto de actividades de avaliação contínua pedagogicamente fundamentais, efectuadas em grupo, e que consistem no desenvolvimento de temas escolhidos pelos alunos relacionados com os conteúdos programáticos e respectivas apresentações públicas.

A classificação de cada uma das actividades de avaliação contínua, que terá que ser maior ou igual a 10 valores, contempla a nota obtida pelo grupo de trabalho e a avaliação da prestação individual do aluno nas aulas, nas visitas de estudo e nas apresentações públicas, levando igualmente em conta as suas capacidades comunicacionais, seja por via oral, nas apresentações públicas, seja por via escrita, através dos relatórios solicitados.

A classificação individual do aluno é obtida considerando a seguinte ponderação:

  • 60% da classificação obtida nos relatórios referentes aos temas escolhidos, sendo esta calculada através da média aritmética das classificações de cada relatório;
  • 40% da classificação obtida nas apresentações públicas dos temas escolhidos, calculada de forma idêntica à dos relatórios.

As actividades de avaliação contínua são de realização obrigatória e passíveis de ser discutidas individualmente.