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Engenharia Clínica e Hospitalar

Engenharia Clínica e Hospitalar

Nota: Curso pendente de atribuíção de vagas pelo Ministério da Educação e Ciência

 

A Licenciatura em Engenharia Clínica e Hospitalar, é a primeira oferta desta natureza em Portugal. É um curso que funciona no ISEL – Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, sendo uma oferta formativa realizada em conjunto com a ESTeSL – Escola Superior de Tecnologia de Saúde de Lisboa.

Engenharia Clínica e Hospitalar (Clinical Engineering) é a designação utlizada para cursos que têm como objectivo fundamental o desenvolvimento, utilização, suporte contínuo e manutenção de tecnologia e equipamentos para o diagnóstico, suporte, tratamento, reabilitação ou ainda para o conforto de pacientes. A Engenharia Clínica e Hospitalar abrange uma gama muito ampla de dispositivos usados na área da saúde, desde itens simples como suportes para equipamentos de anestesia, a articulações artificiais, monitorização de pacientes, cirurgia robótica, ventiladores e cadeiras de rodas e instalações hospitalares em geral.

A engenharia clínica pode ser compreendida através da definição da função do profissional que a exerce. Conforme definição do American College of Clinical Engineering (ACCE), “O ENGENHEIRO CLÍNICO é aquele profissional que aplica e desenvolve os conhecimentos de engenharia e práticas de gestão às tecnologias de saúde, para proporcionar uma melhoria nos cuidados dispensados ao paciente.”

Em termos internacionais, pode afirmar-se que se verifica o surgimento e nalguns casos já a efectiva consolidação de ordens profissionais de Engenheiros Clínicos e de Engenheiros Hospitalares, em diversos países da Europa, Ásia, América do Norte e do Sul, bem como nalguns países de África.

O perfil multidisciplinar do Engenheiro Clínico e Hospital preenche funções indispensáveis ao funcionamento de diferentes tipos de unidades de saúde que podem ir desde os hospitais até clínicas de diagnóstico ou clínicas de reabilitação, de cuidados continuados ou paliativos. Considerando a previsão de maiores necessidades nos sistemas público e privado de saúde, a disponibilidade efectiva de infra-estruturas e equipamentos torna-se cada vez mais uma questão crítica, cuja resposta poderá ser dada através de licenciados altamente qualificados numa engenharia interdisciplinar ligada às tecnologias de saúde.

Os engenheiros clínicos são responsáveis pela manutenção e reparação de equipamento, garantindo a sua disponibilidade no local adequado e quando necessário. Isso exige uma visão qualificada e abrangente do contexto de utilização do dispositivo em ambiente clínico bem como dos conhecimentos e competências dos utilizadores do equipamento.

A complexidade de algumas das tecnologias utilizadas em equipamentos e/ou dispositivos na área da saúde, nomeadamente de equipamentos de diálise ou radioterapia, impõe que a sua manutenção seja efectuada por engenheiros especializados. Estes são ainda com frequência, envolvidos na análise de risco, na investigação de incidentes bem como na formação de utilizadores dos equipamentos.

Os engenheiros clínicos têm também como missão gerir a tecnologia que é usada nos serviços de saúde, trabalhando em estreita colaboração com os clínicos na avaliação de equipamentos no que refere à tomada de decisão sobre a necessidade da sua aquisição.

É portanto num contexto de elevada complexidade que os licenciados em Engenharia Clínica e Hospitalar estarão habilitados para projetar novos dispositivos e para colaborar no desenvolvimento contínuo dos já existentes, satisfazendo as necessidades da actividade hospitalar, de centros de diagnóstico e reabilitação e dos serviços de saúde em geral.

Em termos gerais podem identificar-se as seguintes áreas da actividade profissional do licenciado em Engenharia Clínica e Hospitalar:

  • Dirigir os métodos e processos de manutenção dos equipamentos médico-hospitalares e seus componentes;
  • Colaborar na aquisição e realizar a aceitação das novas tecnologias;
  • Controlar e acompanhar os serviços de manutenção executados por empresas externas;
  • Decidir sobre a formação técnica do pessoal para manutenção (técnicos) e operação dos equipamentos (operadores);
  • Estabelecer medidas de controlo e segurança do ambiente hospitalar, no que se refere aos equipamentos médico-hospitalares;
  • Elaborar projetos de novos equipamentos, ou modificar os existentes, de acordo com a legislação e as normas aplicáveis
  • Estabelecer rotinas para aumentar a vida útil dos equipamentos médico-hospitalares;
  • Colaborar nos projetos de informatização, relacionados com os equipamentos médico-hospitalares;
  • Implementar e controlar a qualidade dos equipamentos de medição, inspecção e ensaios, referente aos equipamentos médico-hospitalares;
  • Efetuar a avaliação da obsolescência dos equipamentos médico-hospitalares, entre outros;

Sistemas de elevada complexidade requerem uma efectiva multidisciplinaridade dos seus profissionais, e nos sistemas de saúde, a necessidade e a oportunidade de formação do Engenheiro Clínico e Hospitalar, é cada vez maior.

Em conclusão, considera-se que o investimento em formação nesta área será uma vantagem competitiva assinalável.

A atractividade da mesma e a sua assinalável dimensão económica, face às enormes carências que o sector da saúde tem de Engenheiros com competências transversais nas suas áreas tecnológicas é uma indiscutível oportunidade para os futuros licenciados em Engenharia Clínica e Hospitalar.