Boas Práticas

 

O que é uma boa pratica em direcção estratégica no ensino superior?

Consiste numa iniciativa ou experiência, que tenha contribuído de forma positiva e eficiente para o
reforçar alguma área específica associada à gestão e direcção estratégica no ensino superior.

Quem pode participar?


Todas as instituições de ensino superior portuguesas podem participar, embora as convocatórias sejam dirigidas de forma directa às instituições membro do observatório.
As instituições podem apresentar mais que uma boa prática.

Que tipo de iniciativas e experiencias podem ser apresentadas?


Podem ser apresentadas iniciativas ou experiências cuja implementação esteja finalizada ou que se
encontre em processo de execução. Para o envio da proposta deve ter em conta os seguintes requisitos:

‐ Não pode ser um projecto que se encontre pendente, mas que tenha sido planificado, executado e
avaliado, de tal forma que os seus resultados possam ser identificados claramente, para se poder
afirmar que se trata de experiência bem sucedida.
‐ Deve referir‐se a uma experiência actual.
‐ A prática seleccionada deve estar relacionada com algum dos temas apresentados no ponto 6 desta convocatória.
‐ A instituição que apresente uma prática deve estar disposta a partilhar a informação sobre a
mesma a outras instituições que o solicitem.

Que temas podem ser considerados para as Boas Práticas?


A rede Telescópio está dividida em 7 áreas temáticas, que seguem as orientações da European
Foundation for Quality Management (EFQM). Por esse motivo é expectável receber propostas de boas
práticas, cujos objectivos e resultados estejam relacionados com as seguintes áreas temáticas:
1) Estratégia
Forma como a instituição materializa a sua missão e visão, mediante uma estratégia claramente
centrada em todos os grupos de interesse, apoiada por políticas, planos, objectivos, metas e
processos relevantes.
2) Pessoas
Forma como a instituição gere, desenvolve a aproveita o conhecimento e todo o potencial das
pessoas que a constituem, quer seja a nível individual, de equipa ou da instituição como um todo.
Como analisa, melhora e reconhece o desempenho das pessoas.
3) Alianças e recursos
Como é feita a gestão e planificação das alianças externas existentes com a instituição, bem como
dos seus recursos internos, suportando a sua política, a sua estratégia e o funcionamento eficaz dos seus processos.
4) Liderança
Forma como os líderes impulsionam e proporcionam a realização da missão e visão da instituição,
como desenvolvem as condições necessárias para que tenham êxito num prazo mais alargado e
como fazem a sua integração na organização, através de acções e comportamentos adequados.
Forma como os líderes estão envolvidos pessoalmente em assegurar que a política, a estratégia e o sistema de gestão da instituição sejam implantados e desenvolvidos.
5) Processos, produtos e serviços
Forma como a instituição projecta, gere e melhora os seus processos, produtos e serviços, para
apoiar a sua política e estratégia de forma a valorizar cada vez mais os seus clientes e outros grupos de interesse.
6) Clientes
Como se identificam, se analisam e se melhoram os resultados, em relação à satisfação dos clients dos diversos processos no ensino superior.
7) Resultados
Que resultados foram obtidos em relação aos objectivos institucionais planificados, à satisfação das necessidades e expectativas dos grupos de interesse, internos e externos à instituição.

Quais são os critérios de selecção?


Numa fase de sistematização e avaliação das propostas de boas práticas, o comité de avaliação validará as experiências com base nos seguintes critérios:
‐ Solução a um problema: relevância da boa prática para um processo de melhora contínua;
‐ Resultados obtidos: eficácia relativamente aos objectivos esperados, eficiência em relação aos recursos empregues, eficácia em relação à contribuição para a solução do problema existente.
- Carácter inovador: repercussão da boa prática na aprendizagem sobre novas forma e novos estilos de trabalho na própria instituição.
‐ Sustentabilidade: possibilidade de manutenção da boa prática no interior da instituição.
‐ Replicabilidade: potencial de transferência a outras instituições, após um exercício de flexibilidade e
adaptabilidade a outras unidades e instituições.
As propostas serão seleccionadas e avaliadas por um comité, constituído por especialistas de instituições de ensino superior portuguesas.

Quais são os incentivos existentes?


‐ As práticas seleccionadas farão parte da base de dados da rede Telescopi, para que a instituição e sua experiência possam ser reconhecidas nacional e internacionalmente.
‐ Atribuição de um certificado de reconhecimento da Boa Prática emitido pelo comité de especialistas.
‐As experiências publicadas são candidatas ao prémio Telescopi, de realização bianual, onde é
distinguida uma boa prática em cada uma das 7 áreas.

A quem se pode dirigir para esclarecimento de dúvidas?


Caso necessite de informação adicional, podem colocar as suas questões utilizando o endereço
electrónico telescopio@isel.pt.