A equipa AERIS, o mais recente projeto académico focado em engenharia aeroespacial e rocketry do ISEL, alcançou um marco fundamental no seu percurso: a conclusão com sucesso da primeira e rigorosa fase de avaliação técnica e logística para a EuRoC (European Rocketry Challenge).A EuRoC, promovida pela Agência Espacial Portuguesa, é amplamente reconhecida como a maior e mais prestigiada competição universitária de engenharia aeroespacial da Europa. O evento atrai anualmente centenas de estudantes de topo das melhores universidades do continente, desafiando-os a projetar, construir e lançar os seus próprios foguetões de alta altitude sob os mais estritos padrões de rigor científico e segurança aeroespacial.Devido ao elevado nível de exigência, a organização impõe vários períodos de avaliação eliminatórios. No primeiro grande teste, superado com sucesso, o AERIS apresentou o projeto de engenharia planeado para o futuro, simulações de voo, dados logísticos e operacionais, além da documentação institucional e identificação dos estudantes do ISEL envolvidos.Com apenas nove meses de existência, o AERIS conta já com uma estrutura sólida de 31 membros. A equipa assume com orgulho a superação desta etapa inicial, reconhecendo o enorme valor de competir num palco internacional tão precoce na sua história. Apesar de ciente das limitações naturais de uma equipa jovem, o grupo mantém o foco e o apoio interno necessários para o sucesso. O grande objetivo passa por garantir a participação no evento ainda este ano, mas a meta principal está bem definida: consolidar a estrutura, estabelecer parcerias estratégicas e garantir o desenvolvimento e voo seguro do seu primeiro protótipo.A primeira missão oficial da equipa já tem nome: "Ascent". O objetivo técnico do projeto é atingir o apogeu de 3000 metros de altitude com a máxima precisão possível.De forma a acelerar o desenvolvimento do protótipo e expandir o projeto, o AERIS encontra-se atualmente focado na procura de parceiros tecnológicos e patrocinadores, estando também aberto ao recrutamento de novos membros que queiram juntar-se a este desafio aeroespacial.O progresso do AERIS demonstra a capacidade de inovação e o espírito de iniciativa dos estudantes do ISEL, que continuam a levar a engenharia prática a novas altitudes. Imagens AERISNotícias relacionadas:In ECO - Economia Online | 27-05-2026In Sábado Online | 26-05-2026
O ISEL assinalou, no passado dia 18 de maio, a memória do movimento estudantil, da cultura e da preservação do património histórico da instituição.A iniciativa teve como ponto central a apresentação do livro “Cabo Ruivo: amor e revolta em tempos de revolução”, da autoria de Armando Sousa Teixeira, alumnus do Instituto Industrial de Lisboa (IIL) e dirigente associativo no final da década de 1960. A sessão incluiu ainda a doação ao ISEL do espólio documental de Apolónia Teixeira e de Armando Sousa Teixeira — um conjunto de documentos de elevado valor histórico que contribuirá para preservar a memória do IIL, da sua transformação em ISEL e do Movimento Associativo Estudantil.A luta pelos direitos estudantis antes e depois do 25 de AbrilO evento iniciou-se com um momento musical de acolhimento. Seguiu-se a sessão de abertura, presidida pelo Professor José Nascimento, Presidente do ISEL, que destacou a importância de preservar a memória institucional e de reforçar a ligação entre diferentes gerações da comunidade académica.A apresentação do livro contou com a participação do autor, do prefaciador, Joaquim Judas, e do estudante Humberto Carvalho, Presidente da AEISEL. Entre testemunhos, reflexão histórica e referências autobiográficas, a obra transporta os leitores para um período de intensa mobilização estudantil, entre 1970 e 1975. Este período foi marcado pela luta pelos direitos dos estudantes, pela democratização do ensino e pelas profundas transformações sociais e políticas que antecederam e sucederam ao 25 de Abril.Mais do que revisitar acontecimentos históricos, “Cabo Ruivo” permite compreender de que forma o movimento estudantil contribuiu para a construção de uma sociedade mais democrática e participativa. A obra evidencia também o papel ativo dos estudantes do IIL no processo que conduziu à criação do ISEL, mostrando como a intervenção cívica e associativa marcou a identidade da instituição e ajudou a definir o seu percurso.Um dos momentos simbólicos da sessão foi a recriação teatral da reabertura da Associação de Estudantes do IIL, evocando o plenário realizado a 29 de abril de 1974. A encenação contou com a participação de Apolónia Teixeira e de Válter Soeiro, proporcionando ao público um testemunho vivo da importância do associativismo estudantil durante o período revolucionário.O programa terminou com a atuação da Estudantina Académica do ISEL e com a inauguração de uma exposição documental composta por materiais agora integrados no acervo histórico da instituição. Esta exposição permitiu aos participantes contactar diretamente com documentos e testemunhos ligados à vida académica e associativa da época.Mais do que uma simples apresentação literária, esta iniciativa constituiu um verdadeiro encontro entre passado e presente, sublinhando a importância da memória histórica para compreender os desafios atuais e inspirar as novas gerações. Num tempo em que a participação cívica continua a ser essencial, os testemunhos e as experiências agora preservados recordam o papel transformador que os estudantes podem assumir na construção de uma sociedade mais consciente, democrática e participativa.[flickr-photoset:id=72177720333783378, size=q, num=10]Ver no flickr
De 11 a 16 de maio, o ISEL acolheu a componente presencial do blended intensive programme (BIP) “Cidades Inteligentes & Mobilidade Integrada - Soluções Inovadoras para Sistemas de Transporte Público Multimodal”, coordenado pela Professora Matilde Pato (DEI/ISEL).A iniciativa proporcionou uma experiência de aprendizagem intensiva centrada nos desafios atuais da mobilidade urbana sustentável, evidenciando a importância de programas que combinam formação teórica, prática e cooperação internacional para refletir sobre o futuro das cidades inteligentes. O programa integrou aprendizagem online, sessões presenciais em Lisboa e trabalho aplicado em contexto real, permitindo aos participantes desenvolver competências avançadas no planeamento multimodal, na integração de sistemas de transporte público e na gestão inteligente da mobilidade.O BIP “Cidades Inteligentes & Mobilidade Integrada” contou com a participação de estudantes e docentes de universidades de vários países (Portugal, Holanda, Ucrânia, Geórgia e Polónia), membros da rede U!REKA, e teve como parceiros a Câmara Municipal de Lisboa, a Câmara Municipal de Oeiras e a Parques Tejo.[flickr-photoset:id=72177720333771626, size=q, num=10]Ver no flickr
Os finalistas da Licenciatura em Engenharia Informática, Redes e Telecomunicações (LEIRT) e do Mestrado em Engenharia Eletrónica e Telecomunicações (MEET) do ISEL visitaram as instalações da Vodafone Portugal, no âmbito da unidade curricular de Planeamento e Otimização de Redes Móveis.Coordenada pelo professor Pedro Vieira (DEETC/ISEL), a visita incluiu o contacto direto com uma estação base real de acesso rádio, onde os estudantes observaram em contexto operacional os diversos componentes da infraestrutura de telecomunicações — desde os sistemas de energia e transmissão até às unidades de banda- base, rádios e antenas. Na sede da Vodafone, no Test Lab e no Innovation Hub, os estudantes tiveram oportunidade de assistir a várias apresentações sobre os modelos de organização e gestão e a dinâmica empresarial, desde os processos de recrutamento à implementação da inovação no desenvolvimento tecnológico nas diversas áreas de engenharias e telecomunicações.Estas experiências constituem um contributo essencial para a formação dos estudantes, reforçando a articulação entre ensino superior, inovação tecnológica e necessidades reais da indústria, valorizando a atratividade e visibilidade dos cursos do ISEL, ao permitir contactar diretamente com o tipo de equipamentos que estudam e dimensionam ao longo da sua formação.O ISEL expressa o seu agradecimento a todos os profissionais envolvidos.
O ISEL promoveu um conjunto de palestras e uma visita técnica no âmbito das atividades do Departamento de Engenharia Civil (DEC) e da Licenciatura em Engenharia Civil.As iniciativas abordaram temas fundamentais como o projeto de estruturas em betão armado, a gestão e fiscalização de obras e os desafios associados a casos reais de construção, contando com a participação dos engenheiros Nuno Travassos, Edgar Pires e Filipe Vasques, que partilharam diferentes perspectivas e experiências ligadas à prática profissional da engenharia civil. Para além das palestras, realizou-se uma visita técnica a uma obra de remodelação, em Lisboa, promovida pela empresa HCI, permitindo aos estudantes contacto direto com o contexto real de construção.Estas atividades, integradas em diferentes unidades curriculares da licenciatura, estiveram abertas à comunidade académica e ao público em geral, contribuindo para o reforço da ligação entre a formação teórica e a prática profissional.A iniciativa foi promovida pela Comissão Coordenadora da Licenciatura em Engenharia Civil e organizada pela Professora Maria Idália Gomes (DEC/ISEL).
O ISEL e a Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS) formalizaram, no dia 12 de maio de 2026, um novo protocolo de cooperação institucional, reforçando o papel do ISEL enquanto parceiro estratégico.A assinatura do protocolo decorreu nas instalações da APS, reunindo representantes das duas instituições que com este acordo consolidam e aprofundam uma colaboração já existente, na qual o ISEL tem assumido um contributo relevante.No âmbito desta parceria, estão previstas a realização de workshops e seminários em cursos do ISEL e a participação em projetos de I&DT nas áreas da transição energética, digitalização, cibersegurança e segurança e proteção portuária. Imagens APS