O ISEL registou recentemente, junto do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), o design de um protótipo de robô-peixe, desenvolvido pelo estudante Mário Nunes, no âmbito do seu Trabalho Final de Mestrado em Engenharia Mecânica (MEM). O registo de propriedade industrial estabelece uma base sólida para o desenvolvimento futuro de soluções inovadoras, promovendo uma melhor resposta aos desafios da engenharia. O protótipo construído destaca-se pela utilização técnicas de impressão 3D FDM, permitindo uma estrutura monobloco, e self-assembly, com uma cauda de geometria complexa. Este design bio-inspirado, fabricado em thermoplastic polyurethane (TPU), utiliza uma malha de treliças otimizada para permitir flexibilidade lateral, essencial para simular a natação natural e reduzir o consumo energético em deslocações subaquáticas.O projeto multidisciplinar contou com a orientação dos docentes Mário Mendes (DEM/ISEL) e Tiago Charters (DM/ISEL) e os testes dos protótipos foram realizados na Oficina Digital do ISEL, no Laboratório de Automação Industrial do DEM/ISEL e no Laboratório de Materiais de Construção de Engenharia Civil do DEC/ISEL.
A estação sísmica R6379 instalada no campus do ISEL pelo grupo de geofísica do polo IDL@ISEL, voltou ontem a mostrar a sua importância para o acompanhamento da sismicidade local e regional. Ao início da tarde de 19 de fevereiro de 2026, a estação registou de forma clara os dois sismos ocorridos na zona de Alenquer.Pela proximidade temporal, espacial e ainda pelas características quase idênticas, estes dois eventos podem ser considerados “sismos gémeos” (doublet earthquakes), uma designação utilizada quando dois sismos apresentam magnitudes muito próximas, epicentros praticamente coincidentes, formas de onda quase idênticas e ocorrem em sequência, refletindo uma origem comum e um processo de ruptura muito semelhante. Nas ordenadas estão representadas amplitudes relativas. As linhas vermelhas assinalam a hora dos eventos (12:14:02 para o 1º e 12:16:04 para o 2º), tal como calculado pelo Instituto Português do Mar e da AtmosferaOs sinais sísmicos foram registados de forma clara nas três componentes do sismómetro – vertical, norte‑sul e este‑oeste – permitindo identificar com precisão a chegada das ondas P e S. A sensibilidade do sensor de curto-período torna esta estação particularmente eficaz no registo de sismos locais ou regionais. Integrada na rede global Raspberry Shake, que reúne milhares de sensores a nível mundial, esta estação permite reforçar a capacidade de monitorização sísmica na região de Lisboa e complementa a rede existente. Os dados registados são de acesso aberto, uma perspectiva alinhada com os princípios de ciência aberta e proximidade à sociedade que orientam o polo IDL@ISEL. Para consultar aqui o registo dos sismos na estação do ISEL.Com este novo registo, a estação volta a afirmar-se como um instrumento científico, pedagógico, e de cidadania ativa, permitindo que estudantes, investigadores e o público acompanhem em tempo real a atividade sísmica da região.Mais informação sobre estes eventos na página do IPMA na informação sobre shakemaps neste link, e na página do EMSC (1.º Sismo e 2.º Sismo). Pode consultar o registo dos sismos na estação do ISEL aqui.
Um projeto inovador com ADN ISEL está a ganhar destaque no ecossistema de inovação nacional. Ricardo Ferreira, alumnus do ISEL (Licenciatura e Mestrado em Engenharia Química e Biológica), é CEO e Cofundador da Ripenew, uma start-up tecnológica recentemente criada com a missão de combater o desperdício pós-colheita na cadeia de valor de frutas e legumes.A Ripenew nasce da transferência direta de conhecimento científico para o mercado, reunindo investigadores e docentes de várias instituições de Ensino Superior. A equipa fundadora conta com dois docentes do ISEL, João Miguel Silva (DEQ/ISEL) e Isabel João (DEQ/ISEL), reforçando o papel ativo da Escola na promoção de inovação com impacto real na sociedade.Tecnologia sustentável ao serviço do agroalimentarA start-up desenvolve uma solução compacta e reutilizável que atua na remoção de etileno, a hormona natural responsável pelo amadurecimento acelerado dos produtos frescos. Ao reduzir a concentração deste gás durante o armazenamento e transporte, a tecnologia da Ripenew permite prolongar a vida útil, preservar a qualidade e diminuir significativamente o desperdício, sem recurso a químicos — uma resposta clara a um dos grandes desafios de sustentabilidade do setor agroalimentar.Do ISEL para o ecossistema empreendedorO percurso de Ricardo Ferreira ilustra o impacto do ISEL na formação de profissionais capazes de transformar conhecimento técnico-científico em soluções empresariais sustentáveis. A fundação da Ripenew envolve ainda investigadores do IST e do CEGIST, e uma patente submetida em outubro, em coautoria entre a Universidade de Lisboa, o ISEL e a Universidade do Algarve, sublinhando a dimensão colaborativa do projeto.A Ripenew já marcou presença em palcos relevantes da inovação, como o Web Summit, e esteve recentemente representada no Técnico Innovation Summit 2026, que decorreu a 3 de fevereiro de 2026, onde foi captada a imagem que ilustra esta notícia.Inovação com impactoA Ripenew afirma-se como um exemplo concreto de como a formação no ISEL, aliada à investigação e à colaboração interinstitucional, pode dar origem a start-ups tecnológicas sustentáveis, com potencial de transformar cadeias de abastecimento alimentar e contribuir para um futuro mais eficiente e responsável.O ISEL congratula-se por ver os seus alumni e docentes na linha da frente da inovação, levando o conhecimento da Escola mais longe — da academia para o mundo real.
O ISEL participou na última Assembleia Geral da Plataforma Ferroviária Portuguesa (PFP). Após a sessão, teve lugar um almoço comemorativo do 10.º aniversário da PFP, durante o qual o Presidente do ISEL, Professor José Nascimento, recebeu a medalha atribuída aos primeiros associados, símbolo do contributo de cada membro para o desenvolvimento do cluster ferroviário português.A participação do ISEL na PFP remonta à criação da Plataforma, tendo a instituição marcado presença regular nos seus fóruns, reuniões e atividades. Desde outubro de 2022, a Professora Alexandra Costa (DEC/ISEL) integra, em representação do ISEL, o Conselho Estratégico da PFP — órgão consultivo responsável por apoiar a definição da agenda estratégica do cluster ferroviário.A forte ligação do ISEL a este setor levou, em 2022, à criação da pós‑graduação em Especialização em Engenharia Ferroviária, desenvolvida em parceria com a Infraestruturas de Portugal, contribuindo para a qualificação de profissionais especializados na área.Fotografia: Plataforma Ferroviária Portuguesa