Passar para o conteúdo principal
Notícias
Em 2025, o campus de Marvila do ISEL assinala 55 anos desde a primeira aula. Mais do que uma data, este marco é a celebração de uma viagem feita de conhecimento, inovação e compromisso com a sociedade.O projeto do campus de Marvila nasceu em 1965, concebido pelo arquiteto Costa e Silva, para dar resposta à necessidade de substituir as instalações da Rua Buenos Aires, pouco adequadas ao ensino industrial. As aulas na nova morada tiveram início em 1970, inicialmente apenas com os edifícios E, G e P. Em 1974, após o 25 de Abril, o IIL passou a designar-se Instituto Superior de Engenharia de Lisboa. Ao longo das décadas, o campus do ISEL ganhou novas infraestruturas e acessibilidades, como a estação de metro de Chelas. Hoje, ocupa uma área de 61.200 m², com sete edifícios, laboratórios, biblioteca, auditórios, espaços desportivos e estudantis e a Residência Maria Beatriz, tornando-se um verdadeiro polo de conhecimento.Atento ao mundo atual, o ISEL alicerça mais um pilar estruturante: a sustentabilidade. Em 2022, foi reconhecido como Eco Campus pela Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação (ABAAE) , reforçando o compromisso com práticas responsáveis e um futuro mais verde. Para além das várias iniciativas ecológicas promovidas ao longo dos anos, este propósito ficará, também, materializado no projeto da residência estudantil “ISEL Carbono Zero”, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência, com conclusão prevista para 2026. Para o campus norte, estão, ainda, planeados novos espaços desportivos e um HUB de investigação e formação avançada, com laboratórios tecnológicos, salas de formação, incubadora de start-ups e espaços empresariais.O ISEL distingue-se como centro de criação, transmissão e difusão da ciência, tecnologia e cultura, contribuindo para a qualidade e inovação que marcam a engenharia em Portugal e além-fronteiras. Com 12 licenciaturas, 11 mestrados, 9 pós-graduações e uma intensa atividade de investigação, desenvolvimento e inovação, mantém uma ligação sólida com a sociedade e o tecido empresarial e industrial.A título de curiosidade, veja o vídeo sobre as primeiras aulas no campus de Marvila, disponível no arquivo da RTP, e leia a notícia sobre a exposição que assinalou o 50.º aniversário do campus.
As ilhas fotovoltaicas instaladas nos jardins interiores do campus resultam de um projeto inovador distinguido com o 1.º lugar do Prémio Sustentabilidade, uma iniciativa promovida pelo ISEL Eco-Campus, em parceria com a Fundação Santander.Desenvolvido pelos estudantes de Licenciatura e Mestrado em Engenharia Eletrotécnica José Marcos, Daniel Ferreira e Marcos Diniz, o projeto propõe a integração de painéis solares fotovoltaicos em mesas e bancos de jardim, permitindo a geração de energia elétrica renovável para alimentar computadores portáteis, carregar telemóveis e outros dispositivos eletrónicos. Cada ilha fotovoltaica inclui dois painéis solares que geram energia e uma bateria de armazenamento, permitindo a utilização do sistema mesmo quando não há sol. O conjunto integra um regulador de carga, que otimiza o carregamento da bateria, e um inversor, que converte a energia produzida para um nível de tensão adequada ao uso de equipamentos elétricos.As ilhas fotovoltaicas beneficiam diretamente toda a comunidade académica do ISEL, num total de cerca de 4.000 pessoas, para além de visitantes externos. Um exemplo recente da sua utilização significativa ocorreu em agosto, durante o evento IAGA / IASPEI Joint Scientific Meeting 2025, em que estes equipamentos foram amplamente utilizados pelos participantes.O Prémio Sustentabilidade atribui um valor monetário aos estudantes vencedores e um financiamento adicional destinado à implementação das soluções no campus, assegurando a sua concretização. O projeto vencedor distingue-se pela sua forte componente tecnológica, aplicabilidade prática e contributo relevante para a promoção da sustentabilidade e da eficiência energética no ISEL.Entretanto, encontram-se já publicados os resultados da segunda edição do Prémio Sustentabilidade, reforçando a continuidade desta iniciativa e o seu papel na valorização da inovação sustentável na comunidade académica.
No dia 5 de dezembro de 2025 realizou-se, no Instituto Politécnico de Tomar, a cerimónia “Galardão Eco-Escolas do Ensino Superior e Eco-Campus”, promovida pela Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação (ABAAE). O evento contou com a participação de uma comitiva do Instituto Politécnico de Lisboa, composta por representantes das várias unidades orgânicas.Como reconhecimento do trabalho desenvolvido na instituição, na área da sustentabilidade e da educação ambiental, o ISEL voltou a receber a bandeira Eco-Campus, revalidando o galardão para o triénio 2025/2028. Esta distinção reconhece e reforça o compromisso do ISEL na implementação de práticas sustentáveis alinhadas com os pilares estratégicos definidos pela Direção da escola.O ISEL esteve representado pelas Professoras Cátia Dias, Assessora para a área académica, Carla Viveiros, Vice-Presidente para a área pedagógica e qualidade, Elisabete Alegria, Vice-Presidente para a área científica, I&D e projetos e Patrícia Barata, Assessora para a área da sustentabilidade e Coordenadora do Programa ISEL Eco-Escolas/Eco-Campus. A convite da organização deste evento, a Professora Patrícia Barata apresentou o programa Eco-Escolas/Eco-Campus do ISEL e partilhou algumas das principais boas práticas de sustentabilidade adotadas na instituição.Fotografias: ABAAE
O Professor João Gomes (DEQ/ISEL) recebeu, recentemente, o registo internacional como Education Researcher no âmbito do ENTER International Professional Educator Register. Este reconhecimento distingue docentes que se destacam pela investigação em educação, aplicando práticas pedagógicas inovadoras e contribuindo para a melhoria do Ensino Superior.João Gomes é Professor Coordenador c/ Agregação no ISEL e investigador integrado na unidade  FCT: CERENA, Centro de Recursos Naturais e Ambiente/Instituto Superior Técnico/Universidade de Lisboa. Entre 2021 e 2025, foi Vice-Presidente do ISEL para a área científica, I&D e projetos. Em 2025, foi distinguido com o título EUR-ING (Engenheiro Europeu, Ingénieur Européen, European Engineer, Europa-Ingenieur) pela Engineers Europe – Federação Europeia das Associações Nacionais de Engenheiros.Já o ENTER (EngineeriNg educaTors pEdagogical tRaining) é uma iniciativa global que promove a excelência pedagógica no ensino da engenharia, certificando formadores que cumprem padrões elevados de competência técnica e pedagógica. Através do International Professional Register of Engineering Educators, atribui credenciais reconhecidas internacionalmente, como o iPEER (International Professional Engineering Educator Registered), que valida a qualidade profissional dos educadores de engenharia. Dentro deste registo, o perfil Education Researcher é reservado a docentes que desenvolvem investigação relevante na área da educação, publicam resultados, participam em projetos e aplicam metodologias inovadoras no ensino.
João Mascarenhas (DEM/ISEL), docente, investigador na área de Mecânica e Materiais e autor premiado de banda desenhada e ilustração, doou à Biblioteca do ISEL um conjunto de obras da sua autoria.Na doação, incluem-se quatro exemplares da coleção O Menino Triste, bem como títulos resultantes de colaborações, como BDLP #5 (Banda Desenhada da Língua Portuguesa) e O Perigoso Pacifista – Histórias de Adriano Correia de Oliveira.Reconhecido internacionalmente, João Mascarenhas é autor premiado de banda desenhada desde 2001, ano em que iniciou a publicação da sua personagem e alter ego O Menino Triste, que já conta com quatro livros. O seu trabalho tem sido apresentado em vários continentes e integra inúmeros projetos editoriais e fanzines. Venceu o Prémio Nacional de BD do Festival Internacional Amadora BD 2013 (Melhor Fanzine) e o Troféu HQ MIX 2014, no Brasil (Destaque da Língua Portuguesa). Para além da vertente artística, João Mascarenhas é Doutorado em Mecânica e Materiais e tem harmonizado as suas competências científicas e criativas para aproximar a Ciência do grande público através da 9.ª Arte. Há mais de 40 anos, desenvolve bandas desenhadas que divulgam atividades científicas e técnicas, incluindo projetos nacionais e europeus. As suas histórias têm sido publicadas em revistas e livros de caráter científico e técnico, em diversos países. 
Renata Martins Castanheira, estudante da Licenciatura em Engenharia Informática e de Computadores (LEIC) do ISEL, participou na 13th Wireless Days Conference, um dos mais relevantes eventos internacionais na área das redes sem fios. A conferência decorreu entre os dias 2 e 4 de dezembro em Niterói, Rio de Janeiro, Brasil, e reuniu investigadores e profissionais de todo o mundo para discutir avanços tecnológicos e desafios futuros.Renata apresentou duas comunicações resultantes de um projeto de investigação desenvolvido no ISEL, intitulado “Planeamento automático de Redes Wi-Fi Densas”, que tem como objetivo criar uma metodologia e uma ferramenta automatizada para otimizar a instalação de pontos de acesso Wi-Fi em redes de grande dimensão. Trata-se de um projeto de iniciação à investigação, no qual a estudante participa de forma voluntária, colaborando em todas as etapas: elaboração da metodologia de planeamento, implementação do software correspondente, testes e redação de artigos científicos.As comunicações apresentadas foram:“Empirical study on the adoption of different Wi-Fi versions: a case study in Lisbon”, um short paper no qual são apresentados resultados de uma análise empírica da adoção das diferentes versões da tecnologia Wi-Fi em Lisboa. O objetivo do trabalho é identificar até que ponto as versões mais recentes do Wi-Fi estão efetivamente em uso e analisar o tempo esperado para adoção de novas versões. O trabalho foi baseado em dados recolhidos em diversos centros comerciais e universidades, espalhados por Lisboa e no aeroporto.“WiFiCoverage: A Fast and Accurate Tool for Automatic Indoor Coverage Analysis”, um trabalho que descreve uma ferramenta para análise de cobertura de sinal Wi-Fi em ambientes indoor. A ferramenta apresentada tem diversos diferenciais em relação ao estado da arte, tendo como principais características baixo erro nos dados gerados pela análise e baixo tempo de execução.